Importância dos limites nos relacionamentos

Os relacionamentos interpessoais são fundamentais para a nossa sobrevivência no mundo. Costuma-se dizer que ninguém faz nada sozinho e eu acho que é verdade. Desde bebés que dependemos de alguém, seja para nos protegerem, educarem ou orientarem. Além disso, o homem é um animal naturalmente social; gostamos de viver em sociedade e prosperamos nesse meio. Dito isto, não é por vivermos desse modo que temos de aceitar tudo o que recebemos do próximo, seja isso objeto, gesto ou expressão. Cada um de nós deve ter a capacidade de fazer a triagem destas coisas e impôr limites. Para impor limites é essencial sobretudo conhecermo-nos a nós próprios. Se esse pressuposto não se verificar, será muito difícil conseguir transmitir ao outro a natureza daquilo que não admitimos dele. 

Na comunicação dos nossos limites, há duas coisas que temos de ser: claros e firmes. Se for denotado qualquer tipo de hesitação nessa comunicação, a mensagem pode não ser recebida de forma apropriada e gerar o efeito oposto. Uma vez que essa informação é passada ao outro, é essencial manter consistência na defesa desses limites. Se no primeiro dia mostramos não tolerar algo, mas no segundo já toleramos isso de alguém, quebramos totalmente a veracidade do que dissemos e voltamos à estaca zero. 

Eu própria tenho dificuldade no estabelecimento de limites nos relacionamentos. Sou o tipo de pessoa que evita confrontos desnecessários e por vezes acho desnecessário ter de passar por esse processo com certas pessoas. É algo que tenho de melhorar, certamente, porque muitas vezes o resultado é o infringimento dos meus limites, ficando frustrada não só com as pessoas mas comigo mesma. Quando consigo transmitir o que são os meus limites, sinto-me melhor e mais confiante. Por exemplo, recentemente uma colega pediu-me para trocar de horário com ela. Se eu tivesse dito que sim, teria dormido apenas 3 horas antes de iniciar o novo turno. Para preservar os meus limites e por sua vez o meu bem estar, tive de dizer que não. Não há que ter medo. Não faria sentido eu aceitar algo que me iria inevitavelmente prejudicar. Muitas vezes não é uma questão de egoísmo mas sim de auto preservação. Próxima vez que me perguntar, se for novamente sob as mesmas condições, direi também que não. Será não só mais fácil como também será consistente com a minha primeira mensagem.

Lembrem-se: sejam claros, firmes e consistentes. 

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